segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Clínica Odonto Arruda em Formosa da Serra Negra oferece novos serviços




A Clínica Odonto Arruda em Formosa da Serra Negra está oferecendo novos serviços na área de odontologia para os seus clientes, usando as mais variadas tecnologia do trato dental e com os melhores profissionais do mercado para oferecer o que há de melhor neste segmento importante da saúde bucal.
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Tendo como titular o jovem odontólogo Dr. Manoel Altino, a Clínica Odonto Arruda está credenciada em Formosa da Serra Negra com convênios privados e públicos na prestação dos serviços de odontologia na região do Alto Grajaú com funcionamento 24 horas para atendimento dos seus clientes.
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A Clínica Odonto Arruda conta com LABORATÓRIO PRÓPRIO de PRÓTESE dentária, com seguintes profissionais capacitados: Dr. Manoel Altino (Cirurgião Dentista Ortodontista), Rômulo Lopes (Protético) e Alyne Arruda (Estudante Técnico em Prótese Dentária).
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Os serviços oferecidos Clínica Odonto Arruda hoje são: PT(prótese total) PPR(Prótese Parcial Removível - com grampos), PPR Flexível(Prótese Parcial Removível), Contenção, Placa Miorrelaxante, placas para Clareamento e outras modernas técnicas do tratamento dentário que irão satisfazer os antigos e novos clientes no caminho da satisfação plena

Clínica Odonto Arruda, satisfação em ver você Feliz!

Liderando todas as pesquisas, Eliziane é nome praticamente certo na disputa pelo Senado


Clodoaldo Correa – A deputada federal Eliziane Gama tem números que impressionam governistas e sarneystas na disputa pelo Senado Federal. E é um poderio eleitoral que não deve ser desprezado.

Na formação da chapa de Flávio Dino, existe um grande paleo pela montagem com nomes mais jovens e a presença de mulher. A única com o perfil é justamente Eliziane, que além de agregar estes fatores, é a mais forte eleitoralmente. Seria um complemente perfeito para a chapa do comunista.

A popular-socialista na recente pesquisa DataIlha aparece liderando com 19% de intenções de voto nos maiores colégios eleitorais do Maranhão. Uma grande distância para o segundo colocado Sarney filho (PV), com 10%.

Entre os governistas, a vantagem de Eliziane é ainda maior. Weverton Rocha, Zé Reinaldo Tavares e Waldir Maranhão aparecem apenas com 7%.

Nas pesquisas do grupo Sarney, fizeram questão de esconder os números de Eliziane, que fica à frente até de Roseana Sarney para o Senado.

É um capital muito poderoso que o governador não irá desprezar.

domingo, 15 de outubro de 2017

Homenagem aos professores do Maranhão


Billy de Assis: “ser professor é ouvir o outro”

Professor do Cieja Campo Limpo, em São Paulo, tem as famílias dos estudantes como principais parceiros de seu trabalho

“Eu aprendi a enxergar melhor com pessoas que não enxergam. A ouvir melhor com pessoas que não ouvem. A valorizar as minhas ideias com pessoas que sequer entendem o que estou falando. E o mais importante de tudo, aprendi a entender o coração do meu aluno e o meu. O que falta na sociedade é o exercício da empatia”.

Há 10 anos, Severino Batista da Silva, o Billy de Assis, 42 anos, é professor do CIEJA Campo Limpo, unidade que atende jovens e adultos na zona sul de São Paulo. São pelo menos duas horas diárias dedicadas ao atendimento educacional especializado de estudantes com deficiência intelectual na unidade.

Billy sabe da necessidade de ofertar um trabalho pedagógico diferenciado daquele das salas de aula regulares. “Meus alunos têm deficiência sim, mas muitas eficiências que as escolas em geral não veem por ficarem só em torno da leitura, escrita e matemática”.

Suas aulas se pautam na autonomia de cada estudante. “Nós trabalhamos a questão da liberdade, empregabilidade, sexualidade, alimentação saudável, higiene e respeito”, conta.

A percepção, no entanto, nem sempre foi essa. A diversidade chegou a assustá-lo quando teve o primeiro contato com a escola. “Embora eu tivesse gostado da proposta da escola, fiquei perdido de início porque eu tinha a cabeça de um professor de escola regular, não sabia lidar com uma escola que o portão fica aberto, que não faz separação de banheiros, que não tem diário de aula. No começo, eu fiquei arrumando umas desculpas para voltar para a caixinha que eu estava acostumado”.

Mas Billy não desistiu. Teve como primeiro desafio uma turma formada por 15 alunos com Síndrome de Down. “Eu a batizei de turma da alegria”. O trabalho pedagógico ia se construindo de maneira mais lúdica, com o apoio de vídeos, teatro. “Eu via que estava dando certo e que os meninos estavam se apaixonando”, conta.
Billy trabalha pela autonomia de seus estudantes. Créditos: arquivo pessoal/divulgação

Até que surge uma dúvida. Para o professor, era importante saber se aquela proposta tinha continuidade pelas famílias. “Ficava me perguntando, será que esses familiares os incentivam? Porque eu via que eles tinham capacidades e podiam usufruir de algumas liberdades. Mas também sabia que muitas famílias acabavam os superprotegendo”.


Billy então resolveu chamar uma reunião de pais na escola. Ele percebeu que muitas mães ficavam na unidade aguardando o momento de saída dos filhos. Viu aí uma possibilidade de interação com essas famílias. Talvez ainda não imaginasse o rumo que essa história iria tomar.

O Café Terapêutico

A primeira reunião aconteceu em março de 2007. Ainda tímido, o encontro reuniu poucos pais, e um Billy determinado a conhecer melhor a realidade daquelas famílias e a estabelecer uma parceria para que o trabalho pedagógico fosse fortalecido.

“Ao término da primeira reunião, um pai me perguntou quando seria a próxima. A gente nunca mais parou e já vamos completar dez anos em março de 2018”, comemora.

O Café Terapêutico acontece todas as sextas feiras e conta com um grupo de pelo menos 40 participantes. A agenda comum é a inclusão. “Reunimos pais, alunos, pessoas da comunidade e especialistas parceiros da escola para discutir o que podemos fazer por uma sociedade mais inclusiva”, explica.

O Café Terapêutico foi porta de entrada das famílias na escola. Créditos: arquivo pessoal/divulgação
Os resultados, garante, são uma via de mão dupla. “Além da escola conhecer a vida dos estudantes em profundidade, podemos apoiar as famílias a esclarecer algumas questões, por exemplo, os direitos da pessoa com deficiência”, assegura.

Além das famílias serem as grandes parceiras da unidade, o Cieja ainda conta com uma ampla rede de articulação, que tem em média 200 atores. A partir disso, a escola consegue promover palestras, fazer encaminhamentos para a rede de saúde, promover oficinas e eventos de interesse da própria comunidade, como a “balada matinê” que promove aos sábados para os estudantes com deficiência.

Para Billy, todas as ações geram transformação. “Eu costumo dizer que nós não somos formados em nada, mas transformados. A mãe que tem um filho com deficiência não foi formada para isso. Muitos de nós, profissionais, também não. O que eu quero dizer com isso é que não há melhor formação do que a vivência, a prática cotidiana”.

Uma inspiração a mais

O educador atribui sua atuação à também educadora e diretora do Cieja Campo Limpo, Eda Luiz. “Ela é uma inspiração. Foi a pessoa que me fez perceber que ser professor é muito mais do que ficar em uma sala com lousa. É possível extrapolar tendo sempre em mente o bem do outro”, afirma.

Hoje, Billy acredita que é possível fazer uma educação diferente. “Desde que você pare para ouvir a pessoa que você está recebendo, saiba quais são suas necessidades. Nós estamos aqui para ensinar, mas também para aprender com cada uma das pessoas que fazem a escola”.

Carta Educação

sábado, 14 de outubro de 2017

FUNARO: CUNHA RECEBEU R$ 1 MI PARA COMPRAR VOTOS DO GOLPE CONTRA DILMA

247 - A armação do golpe que derrubou a presidente eleita legitimamente Dilma Rousseff da presidência ganhou um capítulo com uma nova revelação neste sábado 14.

De acordo com o operador Lúcio Funaro, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebeu das mãos dele R$ 1 milhão para "comprar" votos a favor do impeachment.

Em depoimento à Procuradoria Geral da República no dia 23 de agosto, conforme vídeos divulgados pela Folha de S.Paulo, o dinheiro foi entregue após um pedido de Cunha.

"Ele me pergunta se eu tinha disponibilidade de dinheiro, que ele pudesse ter algum recurso disponível pra comprar algum voto ali favorável ao impeachment da Dilma. E eu falei que ele podia contar com até R$ 1 milhão e que eu liquidaria isso para ele em duas semanas no máximo", disse Funaro.

Uma procuradora questiona Funaro, durante o depoimento: "Ele (Cunha) falou expressamente comprar votos?". Funaro respondeu: "Comprar votos".

"Depois de uma semana de aprovado o impeachment, comecei a enviar dinheiro para ele (Cunha) ir pagando os compromissos que ele tinha assumido", acrescentou Funaro, informando ter 'consolidado' o valor total de R$ 1 milhão. O dinheiro foi entregue em Brasília, Rio e São Paulo, disse.

Em nota, Cunha negou as acusações de Funaro e declarou ainda ser uma "absoluta mentira" as referências de Funaro a outros políticos, como Michel Temer.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Em ano de Prova Brasil os sistemas municipais de ensino não podem "brincar" de fazer educação


Por Emerson Araújo

Há um procedimento que não deve ser atrelado à educação, ao fazer educação, diga-se de passagem, em ano de Prova Brasil e outros instrumentos de avaliação dos sistemas educacionais inseridos nas estruturas dos entes federativos, o de "brincar" com a gestão educativa em todas as esferas sob pena de continuar amargando resultados pífios no IDEB, PISA, ANA,  ENEM, etc.

Um sistema de educação deve zelar por princípios básicos de gestão administrativa, financeira, pedagógica para poder funcionar a contento, desprovido das promessas de boas intenções e da incompetência gerencial cotidiana, ele deve motivar todos os agentes envolvidos no universo do seu contexto e postular em curto, médio e longo prazos, pelo menos, o mínimo possível para que o resultado qualitativo possível possa continuar sobrevivendo. O sistema educativo competente, neste mínimo a ser atingido, não pode viver de improvisações cotidianas e nem pode estar sob as responsabilidades não cumpridas de gestão e gestores de toda ordem e isso é fato real.

O esforço deve ser de todos para que se possa mudar o quadro caótico em que a educação brasileira voltou a ser enclausurada nos últimos dias,  a educação municipal perdeu o seu foco principal para interesses obscuros fora dela, prejudicando alunos, famílias e profissionais dedicados entregues a própria sorte ou a nenhuma sorte.

"Brincar" de gerir/fazer educação neste ano dentro de um  contexto pavoroso é, antes de tudo, não pensar em centenas de jovens que almejam uma vida diferente do que é posta, é quebrar de maneira violenta com o princípio-mor das ações educativas em todos níveis de ensino compilado na Constituição, LDB, ECA e outros instrumentos legais rumo à cidadania, diga-se de passagem.

Por Fim, urge, também, uma mudança concreta e premente por parte de alunos, famílias e profissionais do ensino diante deste caos na educação brasileira sob pena de se continuar "brincando" de forma maldosa sobre os destinos das pessoas, sobre os objetivos mais nobres da cidadania e da sobrevivência financeira e social da maioria de todos.  Não dá mais pra ficar omisso diante do descalabro na/da educação.

Emerson Araújo é professor e jornalista.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

CIMI: ESTÁ ACONTECENDO UM VERDADEIRO GENOCÍDIO DE INDÍGENAS NO BRASIL

Thiago Gomes / Fotos Públicas
Sputnik Brasil - Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou um relatório segundo qual, em 2016, foram registrados 118 assassinatos de indígenas no país. O maior alvo da violência foi o povo Yanomami, na Região Norte, com 44 casos de morte resultante de violência.

Quais seriam as causas dos assassinatos e o que pode ser feito para evitar esse genocídio de índios no país? Sputnik Brasil conversou sobre o tema com Cléber Buzatto, secretário-executivo do Cimi.

Segundo o interlocutor da Sputnik, está em curso no Brasil um processo agudo de agressão aos direitos dos povos indígenas e isso tem se traduzido, de certa maneira, no aumento das violências contra as comunidades em suas localidades.

"No congresso nacional tramitam diversas propostas legislativas que visam a mudança da constituição. Têm sido muito intensas as campanhas e os discursos por parte dos deputados da bancada ruralista e da bancada que também representa a mineração contra os povos indígenas e contra os seus direitos. Com flagrante incitação à violência contra os povos indígenas", alertou Cléber Buzatto.

O relatório do Cimi também demonstrou que 106 suicídios foram cometidos por indígenas em 2016 e 735 crianças menores de 5 anos morreram por causas relacionadas à desnutrição infantil.

O secretário-executivo do Cimi explicou que, no Mato Grosso do Sul, particularmente no caso da população Guarani Kaiowá, os suicídios decorrem de uma falta da garantia de um futuro. Os conflitos vividos pelas populações indígens em geral com a sociedade no seu entorno pode ser considerada como uma das causas principais, apesar de estudos sobre o tema serem necessários. Isso afetaria muito os jovens, que vivem em situação econômica precária e com problemas para encontrar renda.

"Chamamos a atenção para essa realidade em outras regiões. Avaliamos ser necessário que estudos mais aprofundados sejam realizados sobre esses fatos para determinar as causas efetivas dessa situação. Entre as hipóteses que nós levantamos, essa situação teria a ver com a rejeição por parte da sociedade no entorno. Bem como de agressividade contra a populações indígenas nas cidades".

Um outro grave problema, segundo Buzatto, seria o distanciamento entre as populações indígenas e o poder público. A FUNAI, que seria órgão responsável por esse processo, tem as suas atribuições extremamente prejudicadas nos últimos anos, principalmente em função de falta de estrutura financeira e pro falta de pessoal. Assim, o órgão que deveria intermediar as questões fundiárias e relativas à demarcação de terras acabou por se afastar das populações e não consegue responder às demandas.

"O nosso relatório é um instrumento que a gente utiliza para alertar para a violência, mas ao longo do ano também apresentamos denúncias, haja visto a vulnerabilidade e a gravidade da situação em função da falência dos órgãos competentes", disse o representante do Cimi.

"Podemos afirmar que está se configurando um genocídio. O próprio procurador da república do estado de Rondônia, em entrevista a um jornalista do Cimi fez essa afirmativa. Já temos relatos de violência contra povos isolados na região Amazônica", alertou o indianista.

Caçada humana



Por Marcelo Zero/ br 247

A perseguição a Lula e a sua família atingiu níveis de uma caçada humana selvagem e sem regras. Não se trata apenas de algo ilegítimo e ilegal, tornou-se uma obsessão doentia, uma enfermidade moral que acomete boa parte da nossa mídia e do nosso sistema judiciário. Algo só comparável à perseguição que judeus sofreram no nazismo ou que comunistas ou supostos comunistas sofreram, ao longo do macarthismo.

Não bastasse a morte de Dona Marisa, precipitada pela lawfare que atinge Lula injustamente, agora nos deparamos com uma operação abusiva da Polícia Civil, que invadiu o lar de Marcos Lula da Silva, filho adotivo do ex-presidente, com base apenas numa suposta "denúncia anônima" sobre suposto consumo de drogas no local.

Denúncia anônima ou simples perseguição política? Será que a polícia de São Paulo invadiria a casa de algum filho ou filha de FHC com base numa suposta "denúncia anônima"? Algum juiz autorizaria? Duvidamos. Duvidamos também que fosse autorizada a invasão do lar de algum graúdo tucano, como Aécio Neves, por exemplo, em circunstâncias semelhantes.

Trata-se, desse modo, de mais um caso de medida autoritária, injustificada e arbitrária de autoridades empenhadas em agredir, caluniar e intimidar o melhor presidente da história do país e o favorito para vencer as eleições de 2018. Trata-se de mais uma demonstração de truculência do Estado policialesco que o governo golpista ergueu no Brasil.

Esse Estado policialesco que não persegue apenas Lula e sua família. Ele ameaça sistematicamente movimentos populares, trabalhadores, professores, reitores de universidade, artistas e todos aqueles que ousam se opor ou questionar o golpe e sua agenda socialmente regressiva.

Esse Estado policialesco, também chamado de Estado de exceção, torna a distinção entre democracia formal e ditadura muito tênue e turva.

Com efeito, a situação do Brasil hoje lembra, de forma muito inquietante, a situação do Brasil de 1964. Com efeito, o golpe e a Lava Jato criaram uma onda reacionária e autoritária que varreu a democracia brasileira, criminalizou a política e golpeou direitos fundamentais, como o da presunção da inocência, por exemplo. A cassação do voto popular e a luta hipócrita e partidarizada contra a corrupção "abriram a porteira" para tudo que se vê hoje no Brasil: a ascensão meteórica do protofascismo, o ressurgimento da censura pela via judicial, os linchamentos midiáticos, a repressão aos movimentos sociais, a enganação ideológica da "escola sem partido", o surgimento de juízes "justiceiros", o atropelamento sistemático dos direitos individuais, a rejeição furiosa a qualquer agenda progressista, a sanha punitivista contra qualquer um que não se enquadre nos cânones hipócritas do moralismo de ocasião e uma cultura omnipresente da delação.

O reacionarismo é tão profundo e massivo que setores das forças armadas já prometem até um novo golpe militar. O Brasil do golpe parlamentar é tão conservador quanto o Brasil do golpe militar de 1964, e a classe média paneleira sucumbiu a um neoudenismo que faria corar Carlos Lacerda.

Em 1964, como hoje, os delatores, ou melhor, os "dedos-duros" tinham uma agenda política: denunciar e perseguir qualquer um que fosse progressista ou perigoso para o regime. Como hoje, o sujeito (um diplomata, por exemplo) podia perder o seu cargo público se publicasse um artigo de opinião contra o governo. Como hoje, exposições de arte eram proibidas ao sabor de um moralismo hipócrita. Como hoje, havia pessoas que se "suicidavam" ao serem vítimas de perseguições autoritárias. Como hoje, a proteção aos direitos e garantias individuais era relativizada ou simplesmente suprimida, em nome do combate aos "subversivos" e aos "corruptos".

Também podemos fazer uma comparação com o Brasil do golpe com outro período ainda mais sombrio da história. De fato, o país vive situação similar a que Alemanha viveu na década de 1920, nos estertores da República de Weimar. Uma situação de grave crise econômica e política e de falência institucional generalizada, que compromete a agenda dos grandes interesses econômicos nacionais e internacionais. Lá, a esquerda ficou isolada, e os partidos tradicionais de centro e direita, interessados apenas em conter a "ameaça bolchevique", foram incapazes de fazer frente à ascensão da extrema direita nazista.

Por isso, a luta principal hoje no Brasil é a luta contra o fascismo ascendente e o Estado de exceção e pela redemocratização real do país, com a realização de eleições livres com a participação de Lula, o único candidato capaz de opor à agenda reacionária, antissocial e antinacional do golpe. O "fora Temer" é tão irrelevante quanto a lamentável figura homônima. O fundamental é a defesa da democracia e dos direitos civis e políticos, que a geraram, assim como dos direitos sociais, que a sustentam.

Assim, a defesa de Lula e de sua família se confunde com a luta maior pela democracia e pela defesa dos direitos de todos nós.

Confunde-se também com a luta contra a agenda ultraneoliberal do golpe e da onda reacionária que tomou conta do Brasil, a qual extingue direitos sociais, desmancha o Estado de Bem-Estar e vende a soberania nacional e a dignidade do país.

Em todo o mundo, o conflito entre o neoliberalismo concentrador e excludente e a democracia está dolorosamente exposto, como denuncia Picketty. Mas, no Brasil, esse conflito tornou-se aberto e agudo. No nosso país, o golpe e sua agenda reacionária e concentradora exigem explicitamente o sacrifício da população, especialmente dos mais pobres, bem como o sacrifício da democracia real. No Brasil, o nosso neoliberalismo selvagem exige o sacrifício do humano.

Portanto, não é apenas Lula e sua família que estão sendo caçados. A caçada aos direitos civis e sociais atinge toda a população. Essa mistura tóxica de golpe, fascismo ascendente e neoliberalismo selvagem caça tudo que é humano e civilizado.

A caçada humana é, pois, contra todos nós.

Felizmente, Lula não será detido por essa campanha judicial e midiática vergonhosa contra ele e sua família. A população já começa a entender que Lula é vítima de juízes e procuradores partidarizados que, incapazes de comprovar qualquer crime cometido pelo ex-presidente, constroem uma barreira de falsas acusações e mentiras convictas para impedir sua candidatura vitoriosa. A população já começa a entender que é ela que está sendo realmente perseguida.

Contra nossas oligarquias selvagens e míopes e contra a pressão avassaladora de interesses externos do grande capital financeiro, nossa humanidade talvez tenha outra chance de ser recomposta.

Talvez em 2018, o Brasil possa ter uma chance de cessar essa caçada insana ao humano e investir, de novo, na construção de um país inclusivo, justo e soberano. Um país generoso e humano como seu povo. Como Lula.

PSB fecha o cerco contra infiéis


Marrapá - A direção nacional do PSB decidiu fechar o cerco aos deputados federais do partido que não estão decididos a votar pela aceitação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), como é o caso do parlamentar maranhense José Reinaldo Tavares

No fim de setembro, o PSB decidiu fechar questão para tentar obrigar a bancada do partido na Câmara a votar pela aceitação. Em caso de infidelidade, a punição será a expulsão.

Zé Reinaldo até havia anunciado sua desfiliação do PSB, justamente por discordar da oposição ao Governo Temer. Contudo, voltou atrás após a saída do seu desafeto Roberto Rocha para o PSDB.

Caso não mude de posição, o ex-governador pode tomar o mesmo rumo do senador e ser convidado a buscar uma nova sigla. Pelo andar da carruagem, é o que deve ocorrer, afinal, o socialista estava em um seleto grupo que recepcionou o presidente em sua vista a Base de Alcântara na semana passada.

Para se ter uma ideia dessa pressão, a líder do PSB na Câmara, deputada Tereza Cristina (MS), avalia deixar o posto até o fim desta semana. “Está indo longe demais essa situação. Ainda não estou decidida, mas devo resolver ainda nessa semana”. “Se ela (Tereza) não sair, vai ser expulsa”, afirmou Júlio Delgado (PSB-MG), um dos principais porta-vozes da ala oposicionista do PSB. A pressão dos oposicionistas deve aumentar ao longo das próximas semanas, garantiu.

Nesta terça-feira (10), o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) deve apresentar seu parecer sobre a denúncia na Comissão de Constituição e Justiça – CCJ. A peça da Procuradoria Geral da República é fruto do inquérito sobre o “Quadrilhão” do PMDB, aberto ainda em 2015. Para Janot, Temer liderava uma organização criminosa que desviou dinheiro da Petrobras, da Caixa Econômica e de Furnas, entre outras.

A denúncia será votada pelo plenário da Câmara independentemente do resultado na CCJ. Ou seja, todos os 513 deputados terão oportunidade de se manifestar.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

PM’s são denunciados por matarem a tiros e por engano estudante em Balsas

O Ministério Público do Maranhão ofereceu Denúncia contra quatro policiais militares acusados de matar a estudante Karina Brito Ferreira e de tentativa de homicídio da irmã dela, Kamila Brito Ferreira, em Balsas. A denúncia é assinada pela promotora de justiça Rita de Cássia Pereira Souza, da 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Balsas.

Os policiais André Zacarias Passos Dias, Bruno Rafael Moraes, Joas Gomes Nunes e Raifran de Sousa Almeida foram denunciados por homicídio doloso (quando há intenção de matar) qualificado, mediante recursos que impossibilitaram a defesa da vítima.

De acordo com o MPMA, as vítimas voltavam de um velório, na madrugada de 14 de dezembro do ano passado, quando foram perseguidas pelos policiais militares em um carro descaracterizado. Contra elas foram disparados diversos tiros e mesmo após o carro que dirigiam estar parado continuaram a ser alvejadas.

Os denunciados realizavam diligências com o objetivo de localizar o esconderijo da associação criminosa que explodiu as agências do Banco do Brasil e do Bradesco, no dia anterior ao homicídio, na cidade de Fortaleza dos Nogueiras, quando avistaram o veículo das vítimas e as perseguiram.

Ao serem ouvidos pela autoridade policial, Raifran de Sousa Almeida negou a prática do crime, afirmando que atirou apenas nos pneus. Os policiais militares Bruno Rafael Moraes e André Zacarias Passos Dias confessaram a prática do delito e Joas Gomes Nunes negou.

O Ministério Público solicitou à Justiça o recebimento da Denúncia e o prosseguimento do processo até julgamento pelo Tribunal do Júri.

Blog do Minard

Agener Martins é reeleito presidente do SISEPFOSENE


Chapa Vitoriosa do SISEPFOSENE
O professor Agener Martins, atual presidente do SISEPFOSENE(Sindicato dos Servidores Públicos de Formosa da Serra Negra), foi reconduzido, em eleição, neste domingo(08), para mais 04(quatro) anos de mandato.

A chapa vencedora do processo eleitoral realizado, neste domingo(09), "Juntos Somos Mais Fortes", obteve a maioria dos votos válidos pregando a continuidade da luta sindical a favor dos funcionários públicos municipais de Formosa da Serra Negra, além da organização interna e da formação sindical de todos os seus filiados.

A vitória do Professor Agener Martins para conduzir o SISEPFOSENE nos próximos 04(quatro) anos, neste domingo(08), serviu para mostrar o amadurecimento e o exercício democrático dos sindicalizados em Formosa da Serra Negra, além de fortalecer as relações do sindicato com todas as instâncias de poder no âmbito do município em melhores condições, sempre tendo como foco a luta e garantia dos direitos dos funcionários públicos municipais.

A vitória consagradora da chapa "Juntos Somos Mais Fortes" para o SISEPFOSENE foi a demonstração de força do sindicalismo moderno nas suas relações de conquistas com o patronal público e a confirmação do embate político entre o velho(oposição) e o novo sindicato(Agener e toda chapa eleita) para as conquistas que virão.

domingo, 8 de outubro de 2017

Governo do Maranhão precisa ainda chegar a Formosa da Serra Negra

A visita do Governador Flávio Dino à região sul do Maranhão, nesta semana, foi providencial para quem pensa em se reeleger em 2018. 

Região historicamente carente de ações de governos estaduais sucessivos, a região sul do Maranhão e suas pequenas cidades parecem que, agora, ganham importância no governo Dino pelo número de obras inauguradas e pela assinatura de outras que irão ser efetivadas no futuro, segundo a comitiva governamental em passagem por Fortaleza dos Nogueiras, Loreto, Riachão, São Raimundo e São Félix de Balsas.

Mas ainda há muito o que se fazer por parte do governo estadual em outras cidades da região sul maranhense e cidades em torno. Formosa da Serra Negra é o exemplo típico em que as ações governamentais estaduais precisam chegar com certa urgência, diga-se de passagem.

Formosa da Serra Negra, última cidade da região centro-sul maranhense, até agora, não experimentou a efetivação de obras estratégicas para tocar o seu desenvolvimento social e econômico por parte do Governo Flávio Dino. Doação de tratores, ambulâncias e promessas não convencem mais aos moradores do município limítrofe da região sul do Maranhão visitada recentemente pelo governador. A recuperação da MA-006, a revitalização do acesso a cidade, mais asfalto, incentivo ao turismo, agricultura familiar e programas de geração de renda são as necessidades prementes do povo formoserranegrense que deveriam ser atendidas pelo Governo Dino de maneira urgente, também.

Visita a parte, afago a parte há dívida de campanha do atual Governador Flávio Dino ao povo de Formosa da Serra Negra que precisam ser quitadas urgentemente sob pena do índice de rejeição ao nome do governador para 2018 continuar crescendo no município.

sábado, 7 de outubro de 2017

Corpos de irmãos assassinados chegam a Grajaú e multidão se despede dos estudantes


PatosHoje - Após uma longa viagem, os corpos dos irmãos Darc Raab, 24 anos, e Abner Calebe, 20 anos, chegaram à cidade natal, Grajaú/MA. A chegada aconteceu na noite dessa sexta-feira (06) e foi marcada por muita comoção. Centenas de amigos, parentes e conterrâneos foram até a casa da família se despedir dos universitários. O trânsito de veículos na rua foi interditado. Os corpos deixaram Patos de Minas por volta das 21h00 de quinta-feira (05) e chegaram por volta das 21h30 dessa sexta, mais de 1 dia de viagem. Na porta da residência da mãe uma multidão enfileirada aguardava a chegada. Somente um corredor foi deixado para os caixões irem até o seio familiar. Com forte comoção, houve silêncio e palmas. O velório vai acontecer durante todo este sábado (07). O horário e local do sepultamento ainda não foram divulgados. 

O caso brutal teve uma grande repercussão. Darc e Abner foram mortos de forma bárbara no início da madrugada de quinta-feira (05). Pedro Queiroz Gonçalves, ex-companheiro de Darc, confessou friamente o assassinato dizendo que chegou a amolar a faca antes de ir até o apartamento dos irmãos. Ele esfaqueou também a terceira irmã Damaris, que ainda se encontra internada no Hospital Regional, mas milagrosamente se recupera bem.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

PT RECUPERA IMAGEM E DETÉM MAIOR PREFERÊNCIA DOS BRASILEIROS

Lula Marques/Agência PT
247 - As tabelas completas da recente pesquisa do Datafolha mostram que o Partido dos Trabalhadores vem confirmando a recuperação sistemática de sua imagem. 

Pela terceira pesquisa consecutiva, o PT registra alta na preferência dos brasileiros entre os partidos políticos e é mencionado como o preferido por 19% dos brasileiros. É uma taxa que a legenda não alcançava desde 2014, ano em que a presidente Dilma Rousseff foi reeleita. Em abril, a taxa foi de 15%. Em junho, 18%.

Articuladores do golpe parlamentar que destruiu a imagem e a economia do País, o PSDB e o PMDB detêm a preferência de apenas 4% e 5% dos brasileiros, respectivamente. Só outras duas agremiações pontuam nesse estudo: PSB e Psol, cada uma com 1%.

Conforme o histórico do Datafolha, o PT lidera em preferência desde o fim dos anos 90, ainda quando fazia oposição ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso. Durante muitos anos, ostentou taxa acima de 20%.

Na pesquisa realizada em 27 e 28 de setembro com 2.772 entrevistas, os melhores desempenhos do PT foram registrados na região Nordeste, onde é citado como o preferido por 29%; entre os eleitores com ensino fundamental, 26%; e entre os que têm renda familiar mensal de até dois salários mínimos, 24%. Os piores desempenhos ocorreram no grupo dos que têm renda entre 5 e 10 salários (8%), entre os que recebem mais de 10 salários (10%) e entre os que têm ensino superior (10%).

REITOR DA UFSC FOI VÍTIMA DE 'LAVAJATISMO', DIZ JURISTA


Glauco Faria, para a Rede Brasil Atual - O suicídio do reitor afastado da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier, ocorrido na segunda-feira (2), em um shopping da cidade de Florianópolis, segue repercutindo. Nessa terça-feira, senadores aprovaram um voto de pesar pela morte e parlamentares como Fátima Bezerra (PT-RN), destacaram em discurso no plenário que o Brasil vive um quadro em que a presunção da inocência vem sendo ignorada.

No auditório da universidade, diversas homenagens marcaram o velório, também marcado pela revolta. “Mãos invisíveis o empurraram das alturas. Que mãos são essas que sabem o que é vingança, mas não o que é justiça? Não se passa, assim, o país a limpo”, criticou o senador Nelson Wedekin. "Mãos de quem só têm a si mesmo como honestos e virtuosos, senhores do bem e do mal, da reputação de quem mal conhecem e que não têm curiosidade de conhecer. Mãos de quem, tendo o poder de prender, ignoram a gravidade do delito suposto, e para quem tanto faz ter o cidadão ficha limpa ou antecedentes criminais.”

Para o advogado e presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), Cristiano Maronna, a morte do reitor faz parte de um contexto de pós-democracia, em que "a Constituição virou um pedaço de papel sem utilidade prática" e "o direito de defesa é visto como obstrução de Justiça".

"O que estamos vivendo é um arreganho autoritário praticado pelo Judiciário, pelo Ministério Público e pela Polícia Federal que, por omissão das instituições responsáveis por manter o equilíbrio e a harmonia entre os poderes, se tornaram Leviatãs que estão engolindo a democracia em nome do combate à corrupção", afirma o jurista.

Que limites legais foram extrapolados nesse caso envolvendo o reitor Luiz Carlos Cancellier?

Pelo que pude entender do caso, ele foi vítima do que podemos chamar de "lavajatismo", essa forma autoritária, violenta de investigação, que a pessoa, presumida culpada, é submetida a um escárnio publico, como se fosse responsável pelos crimes que ainda estão em fase de investigação. Ele sofreu toda sorte de restrições indevidas e acabou dando cabo da própria vida.

Me parece que esse é um caso emblemático, o reitor foi acusado de participar de desvio de dinheiro público, pediu acesso à investigação e isso foi considerado um ato de obstrução de justiça, o que é um absurdo. O acesso à investigação é básico para a pessoa exercer o direito de defesa. Mas, como no Brasil, em 2017, não vivemos mais no Estado democrático de direito, mas em uma pós-democracia, porque a Constituição virou um pedaço de papel sem utilidade prática, o direito de defesa é visto como obstrução de justiça.

O Brasil está vivendo o que Gramsci chama de a Era dos Monstros, quando o velho ainda não morreu e o novo ainda não nasceu. Estamos no fim da Nova República mas ainda não se sabe o que virá, pode ser algo ainda pior. Acho que estamos vivendo um pouco o reflexo disso. 

Por essa e outras amostras podemos ter uma perspectiva muito ruim do futuro próximo do Estado democrático de Direito...

Exatamente, o que estamos vivendo é um arreganho autoritário praticado pelo Judiciário, pelo Ministério Público e pela Polícia Federal que, por omissão das instituições responsáveis por manter o equilíbrio e a harmonia entre os poderes, se tornaram Leviatãs que estão engolindo a democracia em nome do combate à corrupção.

E como você vê o papel da mídia nesse processo? Existe uma participação muito grande da mídia tradicional no que você definiu como "lavajatismo", não?

Sem dúvida. É o que a gente chama de processo penal do espetáculo ou publicidade opressiva. A mídia tem uma grande participação e precisa fazer uma reflexão sobre o seu papel. O jornalismo perdeu completamente a capacidade de análise crítica. Hoje, os jornalistas viraram meros assessores de imprensa dos investigadores, repassam e propagam a versão acusatória sem qualquer questionamento.

Isso mostra o desequilíbrio que existe entre acusação e defesa. A acusação é vista como verdadeira a priori e a defesa, quando ouvida, no mais das vezes é desacreditada. É uma característica de um Estado autoritário, onde as agências estatais responsáveis pela apuração de um crime funcionam como uma espécie de polícia política sem qualquer controle ou limite.

E o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina foi vítima disso, sequer teve oportunidade de se defender. Foi impedido de entrar na universidade, preso sem qualquer necessidade já que não representava qualquer perigo, foi vítima do abuso da prisão cautelar, e isso não é discutido. As pessoas acham normal uma prisão cautelar ser decretada imotivadamente, o valor democracia é algo não reconhecido. Nós, como sociedade, apesar da experiência da última ditadura militar, continuamos a pensar de forma autoritária, a reconhecer no Estado o poder absoluto, e mesmo o de prender sem motivos.

E existe esse lado que você ressaltou que as pessoas quando tomam conhecimento de qualquer indício de delito querem de pronto uma solução penal, em geral a prisão. Como começar a mudar essa cultura punitiva do brasileiro?

Em primeiro lugar, é preciso reconhecer que essa política criminal e encarceradora só gerou resultados negativos. Temos mais de 700 mil pessoas em um sistema prisional que comporta 400 mil no máximo, então, temos presídios que são verdadeiros campos de concentração, sementeiras de reincidentes.

A sociedade precisa perceber que o modelo político-criminal é falido, equivocado e só gera índices de criminalidade cada vez maiores, já que quanto mais se opta por esse modelo mais o crime organizado se fortalece e mais os índices de criminalidade aumentam. É preciso mudar o rumo. Não adianta recrudescer a punição, endurecer a repressão. Isso só vai gerar mais resultados negativos. Precisamos reconhecer que esse modelo fracassou e pensar formas alternativas de resolução de conflitos, além de mudanças radicais na política criminal. Uma delas é rever a política de guerra às drogas, que só tem causado danos sociais e à democracia.

Houve um outro fato recente que foi a divulgação de uma pesquisa Datafolha na qual uma das perguntas se refere a uma eventual prisão do ex-presidente Lula. Independentemente de ser o Lula ou qualquer figura política, que tipo de contribuição a imprensa dá quando submete uma questão que envolve um processo penal ao escrutínio público?

Contribui para a degradação da democracia. Prisão cautelar não se define com base na opinião pública, pelo contrário, o papel do Judiciário é um papel contra-majoritário de justamente contrariar a maioria da opinião pública quando ela deseja violar os direitos fundamentais. O papel do Judiciário deveria ser o de garantir a intangibilidade dos direitos fundamentais mesmo quando a maioria política é favorável a sua violação.

Além disso, se há um anseio social em relação a determinadas figuras políticas – e é engraçado que o jornal só perguntou de uma, não perguntou se Aécio Neves deve ser preso, ou Geraldo Alckmin, Paulo Skaf... –, o fato é que a prisão cautelar não é remédio para síndrome de pânico social. Se a sociedade está ansiosa, não é a prisão de A ou B que vai resolver. O que define isso são as regras previstas no Código de Processo Penal e não a opinião pública.

domingo, 1 de outubro de 2017

Divulgado edital de concurso para a PM do Maranhão

O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Gestão e Previdência (Segep), publicou nesta sexta-feira (29), o tão aguardado edital para 1.171 vagas e formação de cadastro de reserva para o cargo de soldado da Polícia Militar do Estado do Maranhão e de 43 vagas e formação de cadastro para o cargo de 1ª Tenente do quadro de Oficiais de Saúde da PMMA. As inscrições serão de 16 de outubro a 16 de novembro pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisas em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). O concurso terá duas etapas e as provas serão realizadas em São Luís e região metropolitana.

Para o cargo de soldado, podem concorrer candidatos entre 18 e 30 anos, que tenham concluído ensino médio ou formação técnica profissionalizante de nível médio. Para o cargo de Tenente do quadro de Oficiais de Saúde da PMMA, podem se inscrever candidatos de até 35 anos.

Para a secretária de Estado da Gestão e Previdência (Segep), Lílian Guimarães, “esta é mais uma demonstração de que a Segurança Pública é prioridade do Governo do Maranhão. Novos efetivos são indispensáveis no combate à violência, permitindo ampliação do policiamento e assim, a garantia da segurança dos cidadãos maranhenses”.

“Éramos o estado com menos policiais do Brasil com o novo concurso serão 1.171 novos policiais para somar ao efetivo, que já teve incremento de mais de três mil policiais na gestão Flávio Dino, destacou o secretário de Estado da Segurança Pública (SSP), Jefferson Portela.