segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Não se pode desprezar a comunicação social como política pública municipal de governo

Imagem relacionada

Por Emerson Araújo/Jornalista Profissional

Tenho ouvido de alguns agentes públicos que a comunicação social de governos, entidades ou até mesmo de pessoas não é importante e por isso não deve ser tratada de forma diferenciada e profissional por estes segmentos.

Mas entendo que é um ledo engano quem pensa desta maneira no tocante ao desprestígio da comunicação social, principalmente de quem conseguiu se eleger para um cargo público,  usando esta ferramenta como propulsionadora da vitória num ambiente eleitoral extremamente adverso e de isolamento total no início de uma campanha que foi sendo moldada positivamente ao toque de ações e estratégias de marketing eleitoral, de comunicação eleitoral das melhores.

Deve-se lembrar, também,  aos vitoriosos que usaram as táticas centradas numa comunicação eleitoral competente que o sucesso de uma campanha política  fundamentada na força do marketing bem feito não se encerra na posse do candidato eleito, nem nos acordos de eleitores cada vez mais ávidos por cargos e benesses pessoais. Fazer política de favores não garante reeleições e nem qualifica a gestão pública municipal,  só quem  vislumbra a comunicação social como ferramenta de convencimento, como divulgadora de gestos administrativos com fulcro  numa gestão diferenciada, pensa, também, no seu futuro político e de seu grupo de aliados, diga-se de passagem.

Quem quer se isolar como gestor por falta de uma comunicação eficaz,  não avança muito em projetos eleitorais mais consistentes, em curto e médios prazos,  e quem trata o marketing social como política pública sem valor, sela vida eleitoral curta e aberta para que a oposição política volte ao poder sem clemência nos pleitos vindouros.