quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

ROCHA DERRUBA GASTÃO, MAS NÃO EMPLACA ALIADO NO FNDE



Com a ajuda do ex-senador José Sarney, o senador Roberto Rocha (PSB-MA) conseguiu derrubar Gastão Vieira da presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); porém, não conseguiu indicar alguém do seu grupo; órgão acabou indo para o DEM da Bahia; Gastão Vieira usou as redes sociais para denunciar manobras de políticos: "Nessa guerrinha tramada quem perdeu foi o Maranhão, mais uma vez foi prejudicado por aqueles que não aceitam a derrota política e torcem pelos caos no Estado”

Por blog marrapa.com - O senador Roberto Rocha (PSB) deve estar torcendo para que 2016 acabe. Endividado e com fama de traidor, ele acaba de perder mais uma disputa política neste ano.

Com ajuda do ex-senador José Sarney (PMDB), seu novo aliado, RR fez de tudo para derrubar Gastão Vieira da presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, FNDE. Pretendia emplacar Pedro Maranhão, sem nenhuma referência política. Gastão caiu, mas quem ficou com a vaga foi Silvio Pinheiro, que é do PSDB da Bahia, indicado pelo DEM de ACM Neto.

Roberto nos últimos meses grudou no presidente Michel Temer (PMDB) e no ex-senador José Sarney. Com a distribuição de material a imprensa e muitas fotos nas redes sociais, tentava passar a ideia de poder e influência junto a Temer. Aproveitando desse momento de “estrelismo”, manobrou para derrubar Gastão Vieira, seu adversário na disputa pelo Senado e que vinha mantendo boa relação com o governador Flávio Dino. O plano maquiavélico de Roberto era derrubar Gastão, prejudicar Dino e controlar a pasta que tem orçamento anual de R$ 60 bilhões. Porém, seu prestígio é pequeno, sua capacidade de votos menor ainda. Gastão caiu pelo desejo de José Sarney.

Em uma carta nas redes sociais, o ex-deputado Gastão Vieira criticou as manobras de “alguns políticos” para derrubá-lo do FNDE. O desabafo foi um recado direto para Roberto Rocha. “Enfrentei muitas guerras à frente desta autarquia e, infelizmente, alguns daqueles que deveriam apoiar minha permanência por aqui, para que nosso estado do Maranhão tivesse maior representatividade em Brasília, foram os primeiros a tentar me apear do cargo. Contra esses, resisti. A duras penas resisti e sobrevivi os últimos meses”.

No final das contas, nessa “guerrinha” tramada por “Asa de avião”, quem perdeu foi o Maranhão, que mais uma vez foi prejudicado por aqueles que não aceitam a derrota política e torcem pelos caos no Estado.